PATROCINADORA DA MATRIZ DO CD DA BANDA

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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Conselheira de casais afirma que diálogo sobre sexo ajuda construir intimidade no casamento. Leia na íntegra

Relacionamentos envolvem grandes níveis de complexidade e a busca por ajuda especializada se torna cada vez mais frequente por parte de casais com dificuldades em diversas áreas. O sexo ainda é tratado em boa parte das igrejas como assunto delicado e às vezes proibido, e mesmo quando a questão envolve especificamente  marido e mulher, ainda existem tabus no ambiente evangélico.
A falta de orientação pode causar problemas que levem um certo tempo para serem superados, ou até mesmo resultar em traumas e rompimentos.
A conselheira de casais Dani Marques publicou um artigo com dicas e orientações a serem seguidas pelo casal na preparação da noite de núpcias, e de forma bastante didática, elencou questões a serem observadas para que o casal seja bem sucedido “na primeira noite”.
-Não existem regras, mas dicas e conselhos são sempre bem-vindos! Não sei qual é o seu caso, mas estou supondo que os dois ainda sejam virgens e estão a caminho da tão sonhada e esperada ‘primeira noite’! Caso não seja esta a sua realidade, então o conselho é: ‘João, você precisa entender que Maria não é como qualquer mulher; Maria, você precisa entender que João não é como qualquer homem’. Esqueçam o passado e comecem do zero! – recomenda Dani Marques.
Para ela, um dos grandes problemas que afetam os casais são as idealizações: “Tire da sua cabeça que a noite de núpcias será como a dos filmes hollywoodianos, isso não existe! Não crie expectativas demais para não se decepcionar. Muita dor e muita mágoa poderiam ser evitadas se os casais simplesmente conversassem sobre o que esperam da primeira noite”, observa Dani.
A quebra de tabus e o diálogo devem, na opinião de Dani, ser algo presente no cotidiano de marido e mulher: “Um casal deve ter liberdade e intimidade para conversar sobre qualquer tema, afinal, se vocês não tem liberdade para falar sobre sexo, qual é a real intimidade de seu relacionamento? Leiam também o livro de Cantares na Bíblia. Aquilo que é erotismo! É bom para entenderem como Deus não apenas permite como celebra a sexualidade conjugal”, sugere a conselheira.
Os excessos também devem ser evitados, segundo Dani Marques. Compreender a noção do cônjuge a respeito do assunto é importante para o início: “Dizer ao seu futuro marido ou esposa o que você acha que seria ir longe demais na primeira noite, pode evitar mal-entendidos e ajudará o futuro parceiro a frear suas expectativas e ter uma visão mais realista de como será a noite de núpcias, evitando assim, possíveis desapontamentos”.
Confira abaixo, a íntegra do artigo “Noite de Núpcias: sonho ou pesadelo?”, de Dani Marques:
Recebi alguns e-mails de pessoas preocupadas com a sua primeira noite, além disso, escutei diversos relatos inusitados e contrangedores sobre a noite de núpcias de alguns casais. Foi então que pensei: “Acho que seria uma “mão na roda” escrever sobre o assunto”. Não, não existem regras, mas dicas e conselhos são sempre bem-vindos! Não sei qual é o seu caso, mas estou supondo que os dois ainda sejam virgens e estão a caminho da tão sonhada e esperada “primeira noite”! Caso não seja esta a sua realidade, então o conselho é: “João, você precisa entender que Maria não é como qualquer mulher; Maria, você precisa entender que João não é como qualquer homem. Esqueçam o passado e comecem do zero!”
Não vou entrar no quesito “sexo antes do casamento”, pois já escrevi dois textos a respeito. Recomendo que leiam: Posso transar antes de casar? e Posso transar antes de casar – parte II
Bom, vamos ao que interessa:
- Não fantasie. Tire da sua cabeça que a noite de núpcias será como a dos filmes hollywoodianos, isso não existe! Não crie expectativas demais para não se decepcionar. Muita dor e muita mágoa poderiam ser evitadas se os casais simplesmente conversassem sobre o que esperam da primeira noite. Uma dica legal, é que algumas semanas antes do casamento, leiam juntos o livro: “Entre lençóis – de Kevin Leman”. Discutam um capítulo por vez. Se você for tímido demais para falar sobre o assunto, aí está uma ótima oportunidade de enfrentar o “medo”. Um casal deve ter liberdade e intimidade para conversar sobre qualquer tema, afinal, se vocês não tem liberdade para falar sobre sexo, qual é a real intimidade de seu relacionamento? Leiam também o livro de Cantares na Bíblia. Aquilo que é erotismo! É bom para entenderem como Deus não apenas permite como celebra a sexualidade conjugal.
- Posições sexuais. Esse não é o momento de experimentarem todas as posições e práticas sexuais conhecidas. Vocês terão a vida toda pra isso! Dizer ao seu futuro marido ou esposa o que você acha que seria ir longe demais na primeira noite, pode evitar mal-entendidos e ajudará o futuro parceiro a frear suas expectativas e ter uma visão mais realista de como será a noite de núpcias, evitando assim, possíveis desapontamentos.
- Muita calma nessa hora! A não ser que você tenha um vôo marcado para as 5h da manhã, e chegou às 4h no hotel, não precisa correr. Aliás, é interessante que o casal pense nisso na hora de marcar o horário de embarque para a lua-de-mel. Noite de núpcias não pode ser sinônimo de pressa! Se você é o homem da história, imagino que esteja “a ponto de bala”, mas se for com muita sede ao pote, pode causar uma reação do tipo: “Mas é só isso?” Lembre-se: mulheres funcionam como fogão à lenha, demoram pra esquentar, por isso, seja cauteloso. Sair do banheiro nu e “armado” pode ser desconcertante e até mesmo traumatizante para uma mulher que nunca tenha visto o genital masculino ao vivo e a cores. Tire da sua cabeça que isso é excitante! O homem precisa entender que o sexo vai muito além da genitália. Para uma mulher, ele envolve palavras e emoções, e outras coisas além do toque físico.
- Dor. Se sua futura esposa for virgem, é muito provável que ela sinta dor durante a relação. Mas isso é natural! Um boa dica é levar um lubrificante para auxiliar no momento da penetração (KY, por exemplo). Se estiver usando camisinha, não use vaselina e nem qualquer produto a base de petróleo, pois essa substância destrói o látex. Pode ser que a penetração não aconteça na primeira tentativa. Relaxe, isso é bastante comum. Se a dor persistir por muito tempo, é interessante conversarem com um especialista. Atendi um esposo por e-mail, que há um ano e meio não conseguia penetrar sua esposa. Depois de algumas conversas, descobrimos que ela sofria de um problema chamado “vaginismo” (que tem cura). Se este é o seu caso, vale a pena pesquisar sobre o assunto.
- Futura noiva, antes de escolher o modelo da sua camisola ou lingerie, converse com seu noivo. Pergunte a ele sobre modelos e cores. Uma lingerie muito ousada e de cor chamativa, pode parecer sexy para alguns homens, mas para outros, pode causar a reação: “Nossa, uma prostituta!”. Numa noite especial como essa, a surpresa deve ser boa, e não assustadora!
- Façam exames médicos completos pelo menos 3 meses antes do casamento. Conversem com um especialista sobre métodos contraceptivos. Se a futura noiva for virgem, o médico precisará levar em conta o seu hímen. Hoje em dia, existem diversos métodos para trabalhar a região da genitália antes da noite de núpcias. Vale a pena conversar com seu ginecologista sobre o assunto. O pênis ereto de seu marido terá de onze a catorze centímetros de circunferência. Se não preparar sua vagina para essa atividade, correrá o risco de não sentir nada além de dor na sua primeira noite.
- Penetração. Fica difícil dizer o momento certo em que ela deve acontecer. É interessante que o casal tenha uma boa comunicação durante o ato sexual, através de toques, olhares e carinhos. Uma boa dica é que a esposa, de alguma forma sinalize que está pronta. Isso não quer dizer que quando ela sinalizar o marido deverá pentrá-la na velocidade de cem quilômetros por hora! Vá com calma! Respeite o corpo de sua esposa.
- Clímax. Existe uma enorme probabilidade da esposa não chegar ao orgasmo na noite de núpcias (a não ser que o clitóris seja diretamente estimulado), mas não há nada de errado nisso, pelo contrário, é muito comum, por conta do nervosismo e falta de intimidade. O importante é que de alguma forma a esposa se sinta excitada e próxima de seu marido. Aos poucos o casal vai se descobrindo, criando intimidade e o orgasmo na mulher vai ficando cada vez mais frequente. É um verdadeiro aprendizado em conjunto!
- Controlando a ejaculação. Para um homem virgem ou que não faz sexo há muito tempo, é natural que ele chegue ao clímax muito depressa. Será difícil para ele não ejacular quase que imediatamente ao ser estimulado. Uma boa dica é se autoestimular na manhã do seu casamento. Não há nada de errado nisso, muito pelo contrário! Aconselho que leia o texto que escrevi aqui no blog sobre Ejaculação Precoce, e trabalhe os exercícios descritos lá algumas semanas antes. Mas caso a ejaculação aconteça muito antes do esperado, não se preocupe. Limpe-se e continue dando prazer a sua esposa. Logo o “Sr. Feliz” vai estar pronto para sorrir novamente!
- Camisinha. Se optarem por utilizá-la, escolham as lubrificadas. Sugiro que o futuro noivo (caso ainda seja inexperiente) pratique a colocação alguns dias antes, assim, vai evitar o constrangimento de ver sua esposa o assistindo enquanto tenta descobrir o que vai aonde.
- Óleos de massagem. Ótima pedida! Uma maneira relaxante e prazerosa de descobrir o corpo de sua esposa. Mas preste muita atenção ao tipo de loção que vai comprar, pois a pele da mulher é muito sensível. E nem pense em chegar perto da genitália, afinal, esta noite deve ser lembrada por gemidos de prazer e não de dor!
Futura noiva: o melhor presente que pode dar ao seu marido é uma parceira sexualmente entusiasmada. Deixe as inibições de lado. Faça o possível para aceitar o seu corpo e entregue-o sem reservas a seu esposo. Ajude-o a satisfazê-la!
Marido: seu foco deve ser o de tornar a primeira noite a experiência mais amorosa e carinhosa que sua esposa jamais desfrutou. Está em suas mãos chocá-la e causar-lhe repugnância, ou amá-la com ternura e satisfazê-la. Seja o tipo de amante que coloca a esposa em primeiro lugar, que pensa nela e se antecipa a suas necessidades. Não se surpreenda se sua esposa quiser relembrar todos os detalhes do casamento antes de mostrar o mais leve interesse em fica nua. Para ela isso faz parte das preliminares do sexo, acredite! Contenha-se e envolva-se emocionalmente com ela.
Sejam felizes para sempre!
THE END
* Alguns trechos foram retirados do livro: Entre Lençóis, de Kevin Leman
Por Tiago Chagas

O cristão pode ouvir música secular? Líderes evangélicos divergem sobre o assunto.

A música ainda hoje é fonte de debates entre evangélicos, e a liberdade para ouvir ou não músicas tidas como “seculares” é uma das dúvidas mais persistentes para muitos fiéis.

Posições contrárias e a favor surgem em fóruns de debate na internet, em cultos de jovens, páginas de redes sociais, etc.
Em vídeos de perguntas e respostas, dois líderes cristãos nacionais mencionam posturas opostas a respeito do assunto.
O bispo Walter McAlister, líder da Igreja Cristã Nova Vida afirma que é possível ouvir certas músicas sem que a “alma seja poluída”, e prega o princípio de sensatez para avaliar o que deve ser ouvido: “Há coisas nobres que ainda restam no ser humano. Uma pessoa que não conhece Cristo, ainda assim, pode expressar beleza, sentimento… Coisas que são nobres, belas”.
Em posição contrária, o pastor Lucinho, da Igreja Batista da Lagoinha, afirma que “não ouve e não recomenda” músicas que não sejam cristãs. Lucinho ficou conhecido nacionalmente pela polêmica imagem em que aparece cheirando uma Bíblia como se fosse cocaína.
Pastor Lucinho lembra que “tudo me é permitido, mas nem tudo convém” (1 Coríntios 10:23) e lembra que há opções no meio gospel que podem servir como substitutas das músicas seculares.
Em contrapartida, o bispo McAlister afirma que também há músicas “ditas cristãs” que não acrescentam nada à alma: “São músicas vazias, superficiais, e distorcem a experiência cristã. E essas músicas também não convém, não ajudam em nada”.
Por Tiago Chagas

Pastor “expert em sonhos” oferece curso online de interpretação de piercings e tatuagens: “Veja bons significados através de desenhos negativos”

Um pastor norte-americano chamado Doug Addison, que se apresenta como “expert em interpretações de sonhos” publicou um vídeo em que afirma interpretar o significado de piercings e tatuagens.
A iniciativa visa oferecer um curso pago de “Interpretação Profética de Tatuagens e Piercings”, que é disponibilizado através do site do pastor.
Segundo Addison, é possível aprender a discernir os significados comportamentais e simbólicos de cada tipo de adorno.
Na lista que aparece no site “Prophetic Evangelism” (em tradução livre, Evangelismo Profético), o pastor Doug Addison enumera tópicos que serão lecionados no curso online:
-Porque as pessoas se tatuam;
-Tatuagens mais comuns e seus significados;
-Método de reconhecimento de mensagens simbólicas em tatuagens;
-Significados de partes do corpo onde são feitas as tatuagens;
-Meios de mostrar bons significados através de desenhos negativos;
-Método para desenvolver o pensamento metafórico;
-Tatuagens na Bíblia
-Significado do interesse por zumbis e vampiros, entre outros.
O blogueiro Hélio Pariz comentou o assunto com tom sarcástico, em sua publicação no site Genizah: “Agora, é só você ir à praia ou às ruas, abordar as pessoas que têm tatuagem e pedir para ‘lê-las’”.
Por Tiago Chagas

Embora subestimados, ministérios infantis são o futuro da Igreja, afirma especialista

O trabalho dos ministérios infantis nas igrejas podem estar sendo subestimados, e isso poderá causar impactos futuros, afirma Tim Thornborough, líder de um ministério infantil.
Ouvido pelo site da revista Christian Today, Tim diz que “evangelistas que vão à caça de pessoas fazem um grande trabalho, mas o maior trabalho de evangelização é o que você faz em grupo de seus filhos”, referindo-se ao fato de pesquisas apontarem que grande parte dos cristãos se decidem pela causa de Cristo aos 17 anos.
Para Tim, os líderes e membros das equipes infantis das igrejas “são os evangelistas da linha de frente, que fazem o trabalho de base, de modo possibilite existir uma igreja na próxima geração”.
Ainda segundo Tim, o trabalho do ministério infantil não deve ser encarado apenas como uma babá, mas sim, como a preparação da próxima fase de vida cristã: “Não estamos apenas cuidando das crianças, e sim, usando a sabedoria dada por Deus para que essas crianças se tornem discípulos maduros”.
Já o missionário e fundador de um ministério infantil chamado “Mark Drama”, segue pela linha do incentivo: “O que muda a vida de crianças em nossos grupos não somos nós, mas a Palavra de Deus. Você vê os outros e acha que eles são tão talentosos e se enxerga como um fracasso. Mas somos todos um pouco de confusos. Jesus é especialista em usar pessoas que são um pouco confusas”, pontua, valorizando os voluntários de ministérios infantis.
Por Tiago Chagas

[Entrevista] Lançando novo livro, autor de “A Cabana” afirma que “ninguém mais aguenta a imagem de um Deus distante” como o pintado pelas religiões. Leia na íntegra

O escritor William P. Young, autor de “A Cabana”, está lançando um novo livro, com a mesma linha de proposta, intitulado “A Travessia”.
Young, que é filho de missionários e afirma se preocupar em agradar apenas sua esposa e filhos com seus livros, disse em entrevista à revista Época que as reflexões de seus livros expressam olhares sobre diversos assuntos, que a “religião organizada” não consegue oferecer.
- Os avanços da sociedade não atendem todas as nossas necessidades. A tecnologia só aumenta nossa angústia espiritual – frisa o escritor.
Na entrevista, William P. Young deixa claro que, em seu ponto de vista, “ninguém mais aguenta aquela imagem ocidental de um Deus infinitamente distante, intocável, desconhecido e impassível, que assiste a nossas vidas com um olhar reprovador”, e por isso, através de metáforas, tenta compartilhar reflexões a respeito dos reais objetivos de Deus para com a humanidade.
No novo livro, “A Travessia”, Young conta a história de um executivo milionário que encontra Jesus e o Espírito Santo após entrar em coma devido a um derrame: “É uma continuação de certa forma, porque é um livro sobre Deus, sobre a transformação do coração humano pela fé e sobre relacionamentos, mas com uma história totalmente diferente”.
Confira abaixo, a íntegra da entrevista de William P. Young à revista Época:
Seu livro é uma obra de ficção, mas concorrerá com títulos que relatam experiências sobrenaturais. O que acha dessa disputa?
Acho que todos nós já tivemos alguma experiência sobrenatural. Muitas vezes o sobrenatural está oculto no dia a dia. Um pôr do sol, um arco-íris ou o choro de um recém-nascido podem ser experiências sobrenaturais. Já tive vários sonhos em que sei que conversei com Deus. Tenho certeza disso. Deus também fala comigo por meio da minha família, dos meus amigos ou até mesmo de inimigos. Não há motivo para separar as experiências sobrenaturais dos pequenos encontros com Deus que ocorrem em nossa vida cotidiana. Deus está presente em todos os momentos. Acreditar no sobrenatural é fácil demais. O mais difícil é encontrar a espiritualidade na vida real. É preciso trabalhar duro para isso.
A travessia pode ser lido como continuação de A Cabana?
Não exatamente. É uma continuação de certa forma, porque é um livro sobre Deus, sobre a transformação do coração humano pela fé e sobre relacionamentos, mas com uma história totalmente diferente. É escrito naquele mesmo gênero que ninguém conseguiu explicar, incluindo eu.
Como o senhor descreveria esse estilo?
Espiritualidade realista, talvez (risos)? Tudo o que escrevo é centrado na mesma pergunta: o que aconteceria se, em meio a nossa vida cotidiana, deparássemos com as ações de um Deus que trabalha a nosso favor, que nos ama e quer que sejamos pessoas melhores? Quando decidi lançar A Cabana, 26 editoras recusaram o livro. O motivo que elas davam era sempre este: o livro não era parecido com nada que havia sido lançado até então, e era um risco apostar em algo tão incomum.
Por que a espiritualidade vende tanto?
Os avanços da sociedade não atendem todas as nossas necessidades. A tecnologia só aumenta nossa angústia espiritual. Mesmo quando estamos conectados 24 horas por dia, temos muito tempo para pensar na vida e notamos que há espaços vazios em aspectos importantes dela. Queremos que a vida seja mais que isso. Não sou inteligente o suficiente para dizer que entendo as angústias da sociedade como um todo, mas o sucesso da espiritualidade mostra que há muitas pessoas fazendo as mesmas perguntas. O que meus livros fazem é colocar Deus no dia a dia, com uma linguagem amigável. Isso é algo que a religião organizada dificilmente faz. Com a linguagem de meus livros, os leitores podem falar de espiritualidade com seus amigos, com sua família.
É uma missão bastante ambiciosa…
Não diria que é uma missão. Nada disso foi proposital (risos). A primeira versão de A cabana foi escrita como um presente de Natal para meus filhos. Tenho seis filhos: o mais velho tem 32; o mais novo, 19. Juntando família e amigos, pensava em atingir 15 pessoas no máximo. Meus pais foram missionários, fui criado numa tribo indígena. Tive uma vida espiritual muito intensa. Sempre pensei muito sobre Deus e queria reunir num lugar todos os meus pensamentos sobre o assunto. Foi por isso que escrevi A Cabana. A semana que o personagem principal passa na cabana corresponde a 11 anos da minha vida em busca de respostas. É minha história espiritual em forma de ficção. A travessia é o primeiro livro que escrevo com o propósito de ser lido. Gosto de contar as histórias que meu coração manda contar, e elas encontram lugar no coração do leitor sem pedir permissão. Quanto mais leitores quiserem compartilhar essa história comigo, mais satisfeito ficarei. Não vejo isso como uma meta. Se só minha mulher e meus filhos gostarem do livro, tudo bem. Eles gostaram, aliás.
A história de A travessia é tão pessoal quanto a de A Cabana?
Tenho um pouco em comum com o personagem principal. Ele é um homem ambicioso, egoísta, com um coração fechado… Todos nós somos assim quando pisamos demais no acelerador e entramos numa rotina sem reflexão. Quis criar um personagem detestável, porque sei que eu mesmo não era um personagem muito agradável quando tinha meus 30 anos. Minha transformação é parecida com a dele. A travessia é um livro mais humano do que autobiográfico. A história é sobre como atravessamos momentos de cegueira. Atravessamos a vida sem pensar, mas momentos traumáticos como doenças e grandes perdas nos fazem parar e pensar em como nossas escolhas afetam quem está a nosso redor. A vida é um convite diário para mudarmos para melhor, mesmo nos menores gestos. Ao contrário do meu personagem, já cheguei aos 57 anos. É tempo o bastante para perceber que cada detalhe da vida é sagrado. É possível ouvir o Espírito Santo no rock. Ou na bossa nova!
Se o senhor lesse o livro aos 30 anos, quando era parecido com o personagem principal, como reagiria?
Nunca pensei nisso. Das duas, uma: ou acharia ridículo, pois tinha uma formação religiosa muito rigorosa e não daria bola para esse tipo de espiritualidade, ou daria uma chance ao livro e economizaria uns bons 30 anos de reflexão (risos). Acho que não me sentiria à vontade lendo um livro que mostrasse Deus como uma mulher negra. Fui criado para acreditar num Deus rigoroso, severo, e isso fez com que eu fosse uma pessoa severa por muito tempo. Não percebia que nossa visão de Deus é formada por meio de relacionamentos, e que eles podem nos curar. Essa é a mensagem central de A cabana, e ninguém dizia isso naquela época. Foi duro aprender sozinho.
Por que A Cabana enfrentou resistência de religiosos?
Tem a ver com a maneira livre como A Cabana representa Deus. Se eu lesse um livro como esse na minha juventude, também ficaria chocado. O uso de imagens e metáforas para falar de religião não deveria chocar. A Bíblia é cheia de metáforas. No Novo Testamento, Deus aparece como uma mulher que perdeu uma moeda. Há representações de Deus como uma águia, como uma rocha. As imagens não definem Deus. Elas servem apenas para nos ajudar a entender sua natureza. Sabemos que Deus não é um homem ou uma mulher, mas podemos abrir um pouco a cabeça. Ninguém mais aguenta aquela imagem ocidental de um Deus infinitamente distante, intocável, desconhecido e impassível, que assiste a nossas vidas com um olhar reprovador. Não é nisso que acredito.
O que o senhor diria a quem não leu seus livros, mas os critica?
Não sei se eles ouviriam o que tenho a dizer. Eu os convidaria a arriscar a ler uma página ou outra, quando estiverem prontos. A leitura pode ser crítica, não importa. O importante é que a leitura desperte um sentimento em alguém. As pessoas que criticam A cabana sem nem sequer ter lido só ouviram falar do livro, mas já o detestam. Imagino que não lerão A Travessia e o detestarão também. Se realmente lessem, meus livros bagunçariam seus paradigmas religiosos e talvez causassem indignação. Gosto desse tipo de debate. A polêmica é um convite ao crescimento espiritual. Minhas crenças de hoje são muito diferentes das que eu tinha há dez anos. E há dez anos achava que estava certo sobre tudo.
Seu estilo lembra o de Paulo Coelho. O senhor conhece a obra dele?
Conheço, é claro. É uma grande honra ser comparado a ele. Mas ele lida com a espiritualidade de forma muito mais geral, cheia de misticismo. Tenho uma formação cristã muito tradicional, e isso transparece nos meus livros. Escrevo sobre Jesus, sobre o Espírito Santo. Gosto muito da obra de Paulo Coelho. Os brasileiros adoram livros como os meus graças a ele. São leitores que abraçaram a espiritualidade com muita força. A cabana foi lançado em 41 idiomas e vendeu bem em quase todos os países onde saiu, mas os leitores brasileiros sem dúvida são os mais apaixonados. E é recíproco. Fui ao Brasil duas vezes. É um país especial para mim. Sabia que já assisti a um show de Cauby Peixoto?
Como foi essa experiência?
Estive no Brasil em 2009 com alguns amigos e, antes de meus compromissos, tive um dia livre em São Paulo. Disse a meus amigos que queria ouvir música brasileira, e me ofereceram duas opções: um show instrumental de bossa nova por US$ 4 ou o “Frank Sinatra brasileiro” por US$ 20. Escolhi o Sinatra por US$ 20, claro (risos). Não tinha ideia de quem era o sujeito. De repente, aparece aquele senhor de peruca, que precisa de ajuda para subir ao palco. E, daquela boca, saíram alguns dos sons mais belos que já ouvi. Foi uma noite incrível. Depois fiquei sabendo que alguns amigos brasileiros tentam assistir àquele show há anos e nunca tinham conseguido. Deus tem um excelente senso de humor!
Por Tiago Chagas

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Emerson Macêdo faz a festa.

Recebendo o convite do irmão Pedro Cavalcante,   Emerson Macêdo esteve na cidade de Assú fazendo a festa de 15 anos de sua filha Ana Rute e foi uma maravilha.


Emerson e mais dois amigos e Irmãos montaram um repertório variado para tocar esse evento e assim dando descanso a sua Banda Pisada Santa.
Tocamos músicas de vários estilos como, André Valadão, Xote Santo, Gerson Rufino e outros.
Muito obrigado Pedro e toda sua família por ter me convidado para participar de mais uma grande festa.
Lembramos se você tiver a fim de fazer uma festa como jantar de confraternização, aniversário e outros eventos com musica ao vivo nós temos uma equipe pronta para fazer a sua festa basta apenas ligar 9157 8866 que nós agendamos o seu evento e pode ter certeza você não vai se arrepender.





Na posse de Joaquim Barbosa como presidente do STF, mãe revela sua contribuição para o filho: “Eu dei oração, ele lutou por contra própria”

Na última quinta-feira, 22/11, o ministro Joaquim Barbosa foi empossado como presidente do Supremo Tribunal Federal, instância maior da justiça brasileira.
A data tornou-se marcante na história brasileira devido ao fato de Barbosa ser o primeiro negro a ocupar o cargo, que é repassado de ministro a ministro quando o presidente completa 70 anos de idade. A eleição do ocupante é definida segundo critério tradicional do STF, de conduzir ao cargo o ministro mais velho em idade, entre os ocupantes das cadeiras que estão em atividade.
Joaquim Barbosa tornou-se conhecido nacionalmente durante o julgamento do caso Mensalão, onde ocupou o cargo de relator e manifestou sua indignação com os crimes cometidos pela quadrilha sob julgamento.
Em seu discurso de posse, o ministro, que é filho de uma evangélica, afirmou que há a necessidade de que a justiça brasileira se torne mais abrangente e homogênea: “Preciso ter a honestidade intelectual de dizer que há um grande deficit de Justiça entre nós. Nem todos os brasileiros são tratados com igual consideração quando buscam o serviço público de Justiça. O que se vê, aqui e acolá, não sempre é claro, mas às vezes sim, é o tratamento privilegiado, preferência desprovida de qualquer fundamentação racional”, disse Barbosa.
A mãe do ministro acompanhou a posse do filho na primeira fila do plenário do STF, e revelou ao jornal Folha de São Paulo que tudo que fez por seu filho por interceder: “O que eu dei foi oração, ele lutou por conta própria”, contou.
Quando foi questionada sobre os rumos de seu filho após novembro de 2014, quando ele deixará a presidência do STF, Benedita Barbosa deixou nas mãos de Deus: “Só Ele sabe”.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Após show na “babilônia”, pastora Baby do Brasil anuncia nova turnê com músicas seculares: “Ela está voltando para casa”

A pastora Baby do Brasil recentemente realizou um show com músicas seculares, ao lado do filho, Pedro Baby, e afirmou que essa volta aos palcos com o repertório de quando ainda não era convertida, se tratava de uma excursão pela “babilônia” com permissão de Deus.

A iniciativa gerou grande repercussão no meio evangélico e reprovação por parte de sua filha, pastora Sarah Sheeva, criadora do Culto das Princesas.
Agora, após a primeira excursão pela “babilônia”, Baby do Brasil anunciou que fará uma turnê com as músicas que a tornaram conhecida no meio secular na época dos Novos Baianos.
Com a parceria do filho músico e apoio das outras filhas, com exceção de Sarah Sheeva, Baby do Brasil inicia sua nova turnê no próximo dia 01/12 em Recife, e se apresentará também na Concha Acústica, em Salvador e Circo Voador, no Rio de Janeiro, de acordo com informações do portal Terra.
-Estou tão feliz de pensar que a minha mãe está podendo matar a saudade de um público que já está há muitos anos querendo ouvir os sucessos dela. Eu também tenho saudades das músicas que cresci ouvindo. Ela nunca foi embora, ela está agora voltando para casa – afirma Zabelê, uma das filhas de Baby do Brasil.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Bispo Walter McAlister lamenta superficialidade dos cristãos atuais: “Põem Jesus Cristo ao lado de Lady Gaga”. Leia na íntegra

As características da sociedade atual, o advento das redes sociais funcionando como intermediárias das relações entre pessoas e o perfil da igreja evangélica brasileira contemporânea formam, na opinião do bispo Walter McAlister, uma época de “cristãos superficiais”.
O bispo primaz da Igreja Cristã Nova Vida afirma, num artigo publicado em seu blog pessoal, que “somos superficiais até as mais profundas profundezas da nossa alma”. Para McAlister, “não importa quão profundamente cavemos na nossa alma contemporânea, nunca chegamos a algo que seja substancial. Tudo é superficial”.
Em sua análise, o bispo afirma que a superficialidade desta geração vai desde a construção de relacionamentos, até o envolvimento pessoal do indivíduo em causas com que se identifique.
-Não são poucos os jovens que até terminam no motel uma noitada após um “cultaço”. Sua paixão profunda no culto não passa de uma profunda superficialidade. Sim, porque não há ligação entre uma paixão e a outra. Arrebatados pelo culto, são, em seguida, igualmente arrebatados pelos seus instintos mais baixos, traindo tudo o que o culto deveria representar – diz o bispo, conceituando sua visão a respeito da superficialidade.
As redes sociais, segundo o bispo, são uma amostra das contradições que a tal superficialidade da geração contemporânea permite: “Leio a lista dos interesses que pessoas escrevem em seu perfil do Facebook e me espanto. Enquanto dizem “curtir” o reverendo Paul Washer, “curtem” programas de televisão que promovem sexo ilícito e toda sorte de perversão, justo aquilo que o reverendo Washer combate tão claramente: True Blood, Sexo sem compromisso, Friends, Vampire Diaries, Crepúsculo e uma infinidade de filmes e seriados que vomitam sua imundície sobre o mundo todo”.
Na visão do bispo, a fé atualmente ocupa o mesmo espaço dedicado a coisas banais e supérfluas: “Seus corações não estão alicerçados em Jesus. Sua paixão por Cristo é tão profundamente superficial como sua paixão pelas inúmeras cores de esmalte (que é a moda atual entre as mocinhas de Cristo) ou por sapatos – sim, sapatos. De cabeças ocas e corações esfacelados, vivem sendo arrebatados pela última novela (sim, porque isso é normal e achar que não é torna-se legalismo), moda, filme ou música. Põem Jesus Cristo ao lado de Lady Gaga nas suas páginas de ‘curtir’”.
Confira abaixo, a íntegra do artigo “A profunda superficialidade de nossos dias”, do bispo Walter McAlister:
Uma das características que melhor definem a época da História em que vivemos é a superficialidade. Somos pensadores superficiais. Somos cristãos superficiais. Aliás, eu diria até que somos profundamente superficiais. Claro que ser “profundamente superficial” é o que chamamos de um oximoro – uma expressão que se contradiz e, ao fazê-lo, afirma uma contradição. Assim como “água seca”, ou uma “verdadeira mentira”, “profunda superficialidade” soa como um absurdo. Mas é isso mesmo o que somos. Pois somos superficiais até as mais profundas profundezas da nossa alma. Não importa quão profundamente cavemos na nossa alma contemporânea, nunca chegamos a algo que seja substancial. Tudo é superficial. Nossos sentimentos mais profundos são superficiais. Nossas paixões mais arrebatadoras são superficiais, efêmeras, passageiras. Somos pessoas cuja alma se assemelha a uma floresta inteiramente composta por árvores sem raízes. Por mais que você consiga adentrar os recônditos mais escondidos da floresta, não achará uma árvore que tenha firmeza. Pois, sem raízes, qualquer uma delas é facilmente arrancada pelo vento e substituída.
Essa constatação não significa que não tenhamos sentimentos fortes. Temos. Não quer dizer que nossas atitudes não sejam profundamente sentidas. São. Mas todas as profundezas do nosso ser, de nossos sentimentos e das nossas atitudes são, em última análise, superficiais.
Tomemos como exemplo a postura atual da maioria da sociedade brasileira contra a homofobia. “Todos” se dizem profundamente inconformados com os “tão intolerantes” cristãos. Afinal, “todos sabem” que qualquer opção de vida que um indivíduo faça é seu direito e é algo “absolutamente normal”. Esse é o discurso feito em público. Só que o bloco político que fez da sua campanha a defesa dos homoafetivos foi derrotado nas urnas de uma maneira tão absoluta e humilhante que ninguém quer falar a respeito do assunto. Na hora do “vamos ver”, da defesa política da opção dessas pessoas, ninguém compareceu. Multidões aparecem para fazer uma parada festiva. Mas, na hora de transformar esse discurso em ação… nada. E, quando não há um gay por perto, a grande maioria dos que os defendem não hesita em fazer piadas sobre os seus trejeitos.
Mas não sejamos duros com os que não compartilham da nossa fé. Afinal, vivemos numa casa cujo telhado também é de vidro. Se começarmos a jogar pedras, estilhaços vão voar para todos os lados.
Vejo pessoas demonstrarem uma enorme paixão ao defender o culto “gospel”, com todas as suas manifestações emotivas e bombásticas, e que afirmam ter um profundo “amor” para com Deus e seu Filho, Jesus Cristo, para não mencionar também o Espírito Santo. Derramam lágrimas. Fiéis se prostram e até se arrastam pelo chão, rugindo como leões. Muitos abanam os seus braços numa comoção em massa, enquanto alguém grita ao microfone algo sobre render honra, glória e louvor ao Deus Altíssimo, criador dos céus e da terra.
Pouco tempo depois, muitos (sim, muitos) estão tomando umas e outras no barzinho e contando piadas sujas. Não são poucos os jovens que até terminam no motel uma noitada após um “cultaço”. Sua paixão profunda no culto não passa de uma profunda superficialidade. Sim, porque não há ligação entre uma paixão e a outra. Arrebatados pelo culto, são, em seguida, igualmente arrebatados pelos seus instintos mais baixos, traindo tudo o que o culto deveria representar.
Leio a lista dos interesses que pessoas escrevem em seu perfil do Facebook e me espanto. Enquanto dizem “curtir” o reverendo Paul Washer, “curtem” programas de televisão que promovem sexo ilícito e toda sorte de perversão, justo aquilo que o reverendo Washer combate tão claramente: True Blood, Sexo sem compromisso, Friends, Vampire Diaries, Crepúsculo e uma infinidade de filmes e seriados que vomitam sua imundície sobre o mundo todo. Qualquer um que fizesse um estudo do perfil da maioria dos jovens que povoam a nação virtual teria que chegar à conclusão de que são insanos, hipócritas, e ímpios disfarçados de crentes. E é exatamente o que são. Iludem-se ao pensar que podem ser amigos do mundo e também de Deus.
Seus corações não estão alicerçados em Jesus. Sua paixão por Cristo é tão profundamente superficial como sua paixão pelas inúmeras cores de esmalte (que é a moda atual entre as mocinhas de Cristo) ou por sapatos – sim, sapatos. De cabeças ocas e corações esfacelados, vivem sendo arrebatados pela última novela (sim, porque isso é normal e achar que não é torna-se legalismo), moda, filme ou música. Põem Jesus Cristo ao lado de Lady Gaga nas suas páginas de “curtir”.
É insano. Uma geração sem moral, sem raízes e sem um norte.
Mas… será que são todos assim? Claro que não. Alguns estão começando a pensar. Alguns estão começando a se questionar. Nem tudo está perdido. Mas a maioria, lamento dizer, está.
Por Tiago Chagas,  Gospel+

 

Bispo Macedo crítica aproximação da Globo com evangélicos e reafirma que meta da Record é a liderança: “Vamos arrebentar”

O bispo Edir Macedo concedeu uma entrevista à revista IstoÉ e falou sobre a perseguição à Igreja Universal do Reino de Deus por parte da cúpula da Igreja Católica, os destinos da denominação e da TV Record, sua relação com a presidente Dilma Rousseff e seu desapego ao dinheiro. Para Macedo, o que incomoda os opositores da Universal é “a perda de espaço e privilégios” de setores como a Igreja Católica e da TV Globo, por exemplo.
Na entrevista, o bispo questionou as intenções da emissora da família Marinho em relação aos evangélicos: “Há um claro preconceito por trás disso. Uma postura agressiva velada. Ou alguém duvida que a Globo só me ataca e ataca a Igreja Universal por causa da Record? Para eles, a Record é uma ameaça. Naquele tempo da minha prisão, por exemplo, houve um escândalo sem precedentes na televisão de que pouca gente lembra. A Globo teve a petulância de colocar, em uma cena de novela, uma atriz, prestes a ter relações sexuais, jogando o sutiã em cima da ‘Bíblia Sagrada’. Você tem ideia do que isso significa? Uma afronta ao símbolo maior da fé cristã. A ‘Bíblia’ não é um livro sagrado apenas da Igreja Universal, mas de todos os cristãos. E o que aconteceu? Nada! Muita gente aplaudiu, achou bonito. Em outro país, essa emissora de tevê não passaria sem punição. E agora, vários anos depois, essa mesma emissora quer patrocinar eventos de música gospel? Dá para acreditar nas intenções dessa empresa? Estranho, não é?”.
Edir Macedo afirmou ainda que não se intromete na administração da TV Record, que às vezes é surpreendido por uma estreia de programa, e que algumas de suas sugestões aos dirigentes contratados são descartadas.
O bispo também revelou não ter residência fixa devido às suas muitas viagens pelo mundo para acompanhar o crescimento da Universal, e que vive com a ajuda de custo oferecida pela igreja e os vencimentos que recebe por seus direitos autorais. Edir Macedo disse não receber nada da TV Record, embora a emissora seja a única empresa em seu nome: “Todo o lucro é reinvestido na própria Record. Ela está aí para crescer e conquistar um espaço ainda maior”.
Segundo Edir Macedo, os planos são de crescimento e expansão em todo o Brasil: “Nosso foco está bem definido. Vamos chegar lá. Vamos arrebentar”.
Confira abaixo, a íntegra da entrevista concedida pelo bispo Edir Macedo à revista IstoÉ:
Edir Macedo estava no apartamento de aproximadamente 200 metros quadrados no último andar do prédio da Igreja Universal do Reino de Deus, na avenida João Dias, em São Paulo, quando soube que o lançamento de sua autobiografia “Nada a Perder”, na Argentina, fora um sucesso (leia reportagem à pág. 68). Na sequência, Macedo foi informado de que o livro também será traduzido para o francês e imediatamente começou a procurar data na agenda para promover um lançamento em Paris no início do próximo ano. Foi no embalo dessas notícias que, no domingo 18, sentado no sofá da sala do imóvel que costuma ocupar quando está em São Paulo, Edir Macedo concedeu entrevista exclusiva à ISTOÉ. Nos últimos sete anos, é a primeira entrevista do bispo a um meio de comunicação que não pertence a ele. Aos 67 anos, o líder da IURD e dono da Rede Record entende que ainda é tratado como o chefe de uma seita pela cúpula católica. Ele relata o último encontro que teve com a presidenta Dilma Rousseff, afirma que milagres continuam a ocorrer em seus templos e se mostra emocionado quando faz referência às pessoas que conseguem encontrar na Universal um novo caminho para suas vidas.
Como é sua rotina? Por que o sr. não mora no Brasil?
Não tenho uma rotina definida. Dedico cem por cento do meu tempo às questões espirituais da Igreja Universal do Reino de Deus em todo o mundo. Não exerço uma profissão ou um cargo executivo, exerço uma missão de fé que tem como único objetivo pregar o Evangelho. Isso exige certos sacrifícios, como, por exemplo, não ter uma residência fixa. Viajo os continentes, o máximo que posso, para ensinar o que temos recebido de Deus aos pastores e ao nosso povo. Em quase todos os países, moro em apartamentos construídos no prédio da Igreja. Minha vida se resume ao altar e ao convívio com minha esposa, Ester.
O sr. é um homem rico?
Vivo da ajuda de custo da Igreja e dos direitos autorais. A Igreja Universal não é patrocinada pelo governo ou por qualquer iniciativa privada. Temos despesas para pagar. Aluguéis, reformas e construções de centenas de templos, contas milionárias de luz e água, ajuda de custo de milhares de pastores, mais de 5.800 funcionários registrados etc., etc… Quem paga tudo isso? O dinheiro não cai do céu. É Deus quem dá o sustento para a Sua Igreja abençoando a vida das pessoas. Quanto mais elas recebem, mais elas nos ajudam a investir no Evangelho. E mais: nunca recebi nenhuma remuneração da Record, nem como pró-labore ou como ganho de lucros, conforme demonstrado nos balanços da emissora, registrados na Junta Comercial. Todo o lucro é reinvestido na própria Record. Ela está aí para crescer e conquistar um espaço ainda maior.
Além da Record, o sr. possui empresas em outros ramos?
Tenho em meu nome a Record, mas meu prazer mesmo é pregar o Evangelho.
O bispo Edir Macedo consegue se distanciar do empresário das comunicações Edir Macedo?
Deixo os negócios sob responsabilidade dos profissionais contratados para tocarem o dia a dia da Record, por isso não me considero um empresário. Não tenho riqueza maior na vida do que a minha fé. O nome do meu livro não é uma mera expressão literária. Não tenho nada a perder. E isso é um recado claro e direto a quem interessar.
Logo no início do livro o sr. diz que, no momento de sua prisão, políticos de prestígio, empresários, juízes e desembargadores tomavam decisões sob a influência do alto comando católico. Quais eram os políticos e juízes que agiam sob influência da cúpula católica?
A Igreja Universal foi e continua sendo atacada. Isso não acabou. Somos sempre alvo de certos setores da sociedade incomodados com a perda de espaço e privilégios, como a Globo e o Vaticano. Há um claro preconceito por trás disso. Uma postura agressiva velada. Ou alguém duvida que a Globo só me ataca e ataca a Igreja Universal por causa da Record? Para eles, a Record é uma ameaça. Naquele tempo da minha prisão, por exemplo, houve um escândalo sem precedentes na televisão de que pouca gente lembra. A Globo teve a petulância de colocar, em uma cena de novela, uma atriz, prestes a ter relações sexuais, jogando o sutiã em cima da “Bíblia Sagrada”. Você tem ideia do que isso significa? Uma afronta ao símbolo maior da fé cristã. A “Bíblia” não é um livro sagrado apenas da Igreja Universal, mas de todos os cristãos. E o que aconteceu? Nada! Muita gente aplaudiu, achou bonito. Em outro país, essa emissora de tevê não passaria sem punição. E agora, vários anos depois, essa mesma emissora quer patrocinar eventos de música gospel? Dá para acreditar nas intenções dessa empresa? Estranho, não é?
A relação dos líderes católicos com a Universal mudou de lá para cá? E com o Judiciário?
Não temos relação com esse segmento religioso (os católicos) porque eles ainda nos consideram como seita. Não temos nada contra o povo católico, em sua enorme maioria formada por gente sincera e de bem. Depois de 35 anos, apesar do trabalho social e espiritual desenvolvido pela Igreja Universal, ainda somos tratados com preconceito, mas vamos em frente, vamos arrebentar de qualquer maneira. Sempre foi assim. Sobre os membros do Judiciário, penso completamente diferente. Tenho uma avaliação extremamente positiva do nosso Judiciário. Confio muito no senso de justiça e independência da classe de magistrados do nosso país.
Como o sr. se relaciona com a presidenta Dilma Rousseff? E com os ex-presidentes Sarney, Collor, Fernando Henrique e Lula?
Ao longo dos últimos anos tivemos alguns encontros com a presidenta Dilma, por quem tenho profundo respeito. O último encontro aconteceu em Londres, durante os Jogos Olímpicos. Procuramos mostrar a ela e aos demais ministros que a democracia nos meios de comunicação, principalmente na televisão, é o melhor caminho para o Brasil. Alertei a presidenta Dilma que o monopólio nas comunicações é um caminho perigoso para o País. Também tivemos algum relacionamento com os demais presidentes brasileiros e diversas autoridades de outros países. Mais isso vou detalhar no volume dois do meu livro de memórias.
O sr. é bem tratado pelos agentes do poder?
Todos nos tratam com consideração pelo trabalho de recuperação social que a Igreja Universal realiza junto às mais variadas classes sociais. Quantos bilhões os governos economizam com o atendimento espiritual proporcionado pela Igreja Universal? Quando alguém vence uma crise crônica de depressão ou supera o vício das drogas, por exemplo, quanto o sistema de saúde público economiza? Imagine esse efeito multiplicado aos milhões.
Estudiosos das igrejas neopentecostais têm pesquisas mostrando que os fiéis costumam fazer um rodízio entre as inúmeras denominações. A Universal seria a preferida daqueles que passam por problemas financeiros. Isso é real?
A Igreja Universal é um pronto-socorro espiritual. Ela recebe gente que sofre com os mais variados males, entre eles dificuldades financeiras. Isso me faz lembrar uma importante reflexão. Se tanta gente chega arruinada e é enganada e explorada por nós, como dizem por aí, por que elas permanecem na Igreja Universal? O que é enganado, se deixaria enganar uma única vez e não voltaria nunca mais. Mas por que existem tantos templos lotados no Brasil? Por que existem tantos membros fiéis com décadas de Igreja? Como explicar esse crescimento em todo o mundo, acima de culturas, raças e idiomas? Não é o cumprimento da promessa do bispo Macedo na vida delas. É o cumprimento dos juramentos bíblicos.
Sociólogos são unânimes ao explicar o sucesso da Igreja Universal pela máxima de que em seus cultos sustenta-se que a felicidade plena deve ser alcançada e conquistada na vida presente. Então, no seu entender, como seria a vida eterna, a vida pós-morte?
Exatamente como a “Bíblia” ensina: salvação da alma para os que aceitam e praticam essa fé e condenação para os que não aceitam. Isso está escrito de maneira simples e objetiva. Acredita quem quer. O destino após a morte é definido pelas escolhas que o ser humano faz em vida. O céu e o inferno não são folclore. Aceitar o Senhor Jesus como seu Salvador é o único caminho da salvação eterna da alma. E essa é a maior riqueza de qualquer pessoa. Não existe bem maior do que a salvação da nossa alma.
A principal acusação que o levou à prisão foi a de charlatanismo, em razão de cultos em que havia exorcismo. Nos cultos realizados pelo padre Marcelo Rossi, por exemplo, também se diz que os dons do Espírito Santo são usados para a operação de milagres. O que o difere do padre Marcelo?
Não tenho a mínima ideia do que acontece em outros lugares. O fato é que a Igreja Universal baseia sua crença cem por cento nos ensinamentos da Palavra de Deus. E na “Bíblia” existem exemplos claros e incontestáveis da manifestação da fé através da realização de curas e da libertação espiritual. Temos milhares de histórias reais de pessoas que experimentaram esses milagres e podem atestar, nos dias de hoje, a veracidade das promessas cristãs. Mas o maior milagre é a conquista da fé inteligente, capaz de gerar uma mudança radical de comportamento, a transformação completa de pensamentos e de valores.
No livro, o sr. sugere que as perseguições contra a Universal aumentaram depois da compra da Record.
Como disse, o avanço da Record incomoda muita gente. Crescimento ainda maior da Record significa o fim do monopólio, dos mandos e desmandos de certos barões da mídia, de grupos religiosos conservadores contrários à prática da fé que ensina as pessoas a pensar livremente. São esses setores da sociedade que sempre nos atacaram. Muita gente me odeia sem ao menos me conhecer. Pessoas que nem sequer pararam para pensar mais a fundo sobre os princípios que defendemos. Eu só quero que elas pensem e não formem suas opiniões pelo que leem nos jornais ou veem na televisão. Eu sei que a tendência da maioria é ter uma opinião negativa sobre nós porque as pessoas sempre foram alimentadas pelas informações da mídia. Eu não as culpo. Desejo apenas que pensem. Só isso. Pensem.
O sr. interfere no dia a dia da Record? Tem conhecimento prévio do que vai ao ar?
Existe um comitê de gestão formado pela presidência, vice-presidências e algumas diretorias estratégicas que tomam as decisões no dia a dia da Record. Eles se reportam a mim, de tempos em tempos. São profissionais competentes que têm feito um ótimo trabalho e em quem depositamos nossa confiança. Muitas vezes sou surpreendido por uma estreia ou outra no ar. É claro que também dou minhas opiniões e sugestões, mas são muito raras. Algumas são reprovadas (risos) e outras aprovadas, como a produção de minisséries bíblicas, a exemplo de “Rei Davi”. Foi uma inovação importante para a televisão brasileira. O trabalho foi belíssimo, alcançou um excelente resultado de audiência e atingiu diferentes tipos de público. A determinação geral é seguirmos firmes na construção de uma emissora de tevê com programação diversificada e de qualidade, voltada para todos os brasileiros.
Quais os seus planos para o futuro da emissora, já que o mercado das comunicações passa por grande transição?
A Record tem um projeto de televisão em andamento. Não vivemos de um acerto pontual ou outro na programação. Construímos um departamento de jornalismo sólido e com credibilidade, uma fábrica de novelas própria com milhares de funcionários e um projeto comercial que conquistou a confiança dos anunciantes. O ano de 2013 será de grandes investimentos em nossa emissora. Nossa meta é a liderança, não importa o tempo que isso demore para acontecer. Nosso foco está bem definido. Vamos chegar lá. Vamos arrebentar.
Por Tiago Chagas, Gospel+